terça-feira, 11 de maio de 2010

Sigo em Frente

Navego no mar da esperança,
Pois ele é tudo que me resta,
É tudo que tenho,
Tudo que interessa!

Não para nos obstáculos
Não escuto pessimismos.
Não me curvo às derrotas,
Não me prendo em amarras

O passado já foi e o futuro está longe
Vivo o agora, o hoje, e por ai afora

Trago o horizonte comigo
Trago a fumaça do presente
Inspiro as alegrias que encontro
Inspiro a esperança em meus irmãos

Sigo assim, com rosto rizonho,
Só esperança, nada além de sonhos.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Lagrimas por Mariana

Como entender a dor da perda,
Como mensurar a falta o vazio.
Me aventuro nesta alameda
Formada de um mármore lúzio.
Sem saber,
Sem entender,
Mas com u enorme sofrer.

O peito dói em agonia
A fala falta e os olhos molham,
Uma angustia que não é minha
É dos que a minha volta chegam
Sinto sua dor fluindo em mim,
A cada um que observo uma nova opressão,
Um tormento sem fim,
Mais um aperto no coração.

Neste caos de dor e angustia me pergunto:
Por que isso tudo?
Não seria melhor celebrar a vida ao invés do luto?
Pensem por um segundo.
Os últimos dias de tristeza sofrida
Apagaram a alegria da vida vivida?

Mas dor não vem da perda,
Ao menos não apenas dela,
O que dói mais é a surpresa.
Que nos amolece as pernas
e inunda a face
Quando uma jovem flor é arrancada
Quase no mesmo instante em que nasce.

Uma flor de 24 primaveras
Me faz pensar nessa vida insana
e derramar estas lágrimas
Para ti: Mariana...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A Caçada

Você passa alheia ao perigo,
Cega para minha presença.
Caminha segura, sem nada a ser temido.
Mal sabe que decretei sua sentença.
Sigo você nos braços da eterna noite,
Oculto nas sombras dos becos,
Esperando pelo meu deleite,
Escondido nos mitos e ecos,
De um passado de danação.
Perdido nas lendas e afins.
Busco minha determinação,
Na sede que carrego em mim.
Na vontade de viver através de ti.
De atravessar a eternidade
Século após século sorvendo tua vitae.
Por isso mantenho a serenidade.
Chegando cada vez mais perto,
Vejo agora você sob luzes da cidade,
E te conduzo para o destino certo.
Com teus olhos fixos nos meus,
Faço teus pés seguirem meu traço.
Cambaleante e embevecida por densos véus.
Até encontrar meu frio e final abraço.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Devaneios de um Lençol

O calor de teu corpo febril...
A textura de tua pele de cetim...
A mão delicada que fugiu...
A cor de teus lábios carmim...
O fio de cabelo que caiu...

Só me resta perguntar
Quando vais voltar?

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Soneto ao Vinte de Setembro

Os ventos do sul sopram fortes,
Gélidos, austeros e constantes.
Nas terras do pampa, nas “cuchilias” distantes.
História de honra, sangue e galopes.

Ouço a voz de meus ancestrais
Sussurradas nesse minuano sereno.
Lembrando das tradições imortais,
Carregadas nesse vento eterno.

Levo no peito esse orgulho do passado,
Essa virtude conquistada no fio da espada
Pelo farrapo caudilho cansado.

E nessa justiça por eles firmada,
O pala da memória visto com alento
Para poder sossegar no pelego do tempo

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Sopro

Ser severo solitário,
Servindo sem sonho, sem sede,
Sereno sorri soturno,
Sabendo somente seu semblante,
Sai sozinho sofrendo,
Sua saúde sem sorte,
Seu soluço sobresaltado,
Sempre só, sempre sincero,
Sopro sem substância,
Saliva sem sal,
Só seu ser selvagem
Sua solidão senciente.

domingo, 29 de junho de 2008

Entrelinhas

Mil nuvens passam pelo céu.
Águas correm para o infinito.
Rápidas e leves no rio do tempo
Como folhas sopradas ao vento.
Indago-me se alguém lerá
A mensagem que está dentro.
Entre palavras que lhes confundirá,
Uma frase sem sentido após outra.
Tremendo me ponho a pensar
Em que momento ela saberá
A verdade do que sinto, amor não minto.
Muito e eterno, para sempre terno.
Olhando para sempre, sempre e sempre...