quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Soneto ao Vinte de Setembro

Os ventos do sul sopram fortes,
Gélidos, austeros e constantes.
Nas terras do pampa, nas “cuchilias” distantes.
História de honra, sangue e galopes.

Ouço a voz de meus ancestrais
Sussurradas nesse minuano sereno.
Lembrando das tradições imortais,
Carregadas nesse vento eterno.

Levo no peito esse orgulho do passado,
Essa virtude conquistada no fio da espada
Pelo farrapo caudilho cansado.

E nessa justiça por eles firmada,
O pala da memória visto com alento
Para poder sossegar no pelego do tempo

Nenhum comentário: