Mais de uma vez eu tive que levantar da cama ir pra frente do computador e escrever. É um impulso que as vezes vem e assume o controle, resolvi então criar esse espaço para que eu possa expor o resultado dessas horas de insônia.
terça-feira, 16 de junho de 2020
PERDA
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Jornada
Tudo começa no convite,
Aquele amigo te chamando pra aventura.
Um chamado de elite,
Que emana do respeito e da ternura.
Raras são as pessoas próximas,
Que facilmente inspiram,
Mas sem ser toxicas.
Inspiram, exalam e emanam
Coragem, esperança e sonho.
Sempre receosas do futuro,
Mas nunca deixando de enfrentá-lo.
Por isso vocês são meus exemplos,
Meu porto seguro.
domingo, 20 de agosto de 2017
Soneto da Estrela
E penso na minha triste sina
Contempla tal beleza radiante
Mas separado por essa imensa ravina
Te quero tanto, mas consigo tocar
O furor do desejo queima meu coração
Desejo de sentir tua pele e tua boca beijar
Num frenesi sem pressa e exatidão
Mas mina dor é que só posso olhar
Condenado pela distância, à solidão
Como o inverno que anceia o verão
Por enquanto continuo distante
Mirando essa beleza infinita
Tentando seguir adiante.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Delírios do Inverno
Esfriando o céu azul do meu Rio Grande.
Ando nem sei por onde, nem quem sou.
Te procurando em cada parada da minha memória
Revisto minha história na tua vida,
Mas só acho saídas, nenhuma glória.
O frio me consome nessa solidão desmedida,
Sem você na minha vida nada tem significado,
Assim me sinto obrigado a fechar a ferida.
Porém ainda sonho com você preto de mim,
Sorrindo e dizendo sim, para o meu amor e querer
Acabando com meu sofrer e me desejando enfim.
terça-feira, 17 de abril de 2012
O Tempo que Passa
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Escalate
It´s so sad, but beautiful.
Like your face, when I´ve gone
Leave of love no trace,
Beside one tear alone.
A tear on a face, a drop on the window glass.
One in the present, other in the past.
I feel now what never will pass.
The lost of love, that appears the last.
The pain resists in my chest
It´s always like this
I go into the rain, in the darkness
The rain falls, falls in my face,
Covering my tears, hiding my sadness.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Sigo em Frente
Pois ele é tudo que me resta,
É tudo que tenho,
Tudo que interessa!
Não para nos obstáculos
Não escuto pessimismos.
Não me curvo às derrotas,
Não me prendo em amarras
O passado já foi e o futuro está longe
Vivo o agora, o hoje, e por ai afora
Trago o horizonte comigo
Trago a fumaça do presente
Inspiro as alegrias que encontro
Inspiro a esperança em meus irmãos
Sigo assim, com rosto rizonho,
Só esperança, nada além de sonhos.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Lagrimas por Mariana
Como mensurar a falta o vazio.
Me aventuro nesta alameda
Formada de um mármore lúzio.
Sem saber,
Sem entender,
Mas com u enorme sofrer.
O peito dói em agonia
A fala falta e os olhos molham,
Uma angustia que não é minha
É dos que a minha volta chegam
Sinto sua dor fluindo em mim,
A cada um que observo uma nova opressão,
Um tormento sem fim,
Mais um aperto no coração.
Neste caos de dor e angustia me pergunto:
Por que isso tudo?
Não seria melhor celebrar a vida ao invés do luto?
Pensem por um segundo.
Os últimos dias de tristeza sofrida
Apagaram a alegria da vida vivida?
Mas dor não vem da perda,
Ao menos não apenas dela,
O que dói mais é a surpresa.
Que nos amolece as pernas
e inunda a face
Quando uma jovem flor é arrancada
Quase no mesmo instante em que nasce.
Uma flor de 24 primaveras
Me faz pensar nessa vida insana
e derramar estas lágrimas
Para ti: Mariana...
segunda-feira, 11 de maio de 2009
A Caçada
Cega para minha presença.
Caminha segura, sem nada a ser temido.
Mal sabe que decretei sua sentença.
Sigo você nos braços da eterna noite,
Oculto nas sombras dos becos,
Esperando pelo meu deleite,
Escondido nos mitos e ecos,
De um passado de danação.
Perdido nas lendas e afins.
Busco minha determinação,
Na sede que carrego em mim.
Na vontade de viver através de ti.
De atravessar a eternidade
Século após século sorvendo tua vitae.
Por isso mantenho a serenidade.
Chegando cada vez mais perto,
Vejo agora você sob luzes da cidade,
E te conduzo para o destino certo.
Com teus olhos fixos nos meus,
Faço teus pés seguirem meu traço.
Cambaleante e embevecida por densos véus.
Até encontrar meu frio e final abraço.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Devaneios de um Lençol
A textura de tua pele de cetim...
A mão delicada que fugiu...
A cor de teus lábios carmim...
O fio de cabelo que caiu...
Só me resta perguntar
Quando vais voltar?
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Soneto ao Vinte de Setembro
Gélidos, austeros e constantes.
Nas terras do pampa, nas “cuchilias” distantes.
História de honra, sangue e galopes.
Ouço a voz de meus ancestrais
Sussurradas nesse minuano sereno.
Lembrando das tradições imortais,
Carregadas nesse vento eterno.
Levo no peito esse orgulho do passado,
Essa virtude conquistada no fio da espada
Pelo farrapo caudilho cansado.
E nessa justiça por eles firmada,
O pala da memória visto com alento
Para poder sossegar no pelego do tempo
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Sopro
Servindo sem sonho, sem sede,
Sereno sorri soturno,
Sabendo somente seu semblante,
Sai sozinho sofrendo,
Sua saúde sem sorte,
Seu soluço sobresaltado,
Sempre só, sempre sincero,
Sopro sem substância,
Saliva sem sal,
Só seu ser selvagem
Sua solidão senciente.
domingo, 29 de junho de 2008
Entrelinhas
Águas correm para o infinito.
Rápidas e leves no rio do tempo
Como folhas sopradas ao vento.
Indago-me se alguém lerá
A mensagem que está dentro.
Entre palavras que lhes confundirá,
Uma frase sem sentido após outra.
Tremendo me ponho a pensar
Em que momento ela saberá
A verdade do que sinto, amor não minto.
Muito e eterno, para sempre terno.
Olhando para sempre, sempre e sempre...
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Fazendo Tempo
Perder tempo o tempo todo.
Arranjar tempo quase nunca,
Reclamar do tempo quase sempre.
Porque tinha tempo.
Tempo perdido no espaço
Hoje sem tempo para cansaço.
Quero um pouco mais de tempo!
Tempo para mim agora.
Tempo para dentro...
Para outro tempo...
Tempo noutra hora...
domingo, 11 de maio de 2008
Adoro...
Afogar-me em tua pele perfumada
Enlouquecer com teus beijos
Te amar na madrugada
Viver os teus desejos
Confidenciar tua loucura
Elevar-me em delirantes ensejos
Tocando tua carne nua
Para num efêmero momento
De fugas satisfação
Perceber o amor contido
Nas batidas de teu coração
sábado, 10 de maio de 2008
Minha Mãe
Das tuas mãos tomo o carinho,
Do teu ventre recebi a vida,
No teu amor encontrei o caminho.
Ando pelo destino que tracei
Mas sempre levando aquilo que deixei,
Dos conselhos da minha melhor amiga
Aos momentos de amizade e calor.
É por isso mãe querida,
Que te desejo todo o meu amor.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
O Espelho
Reflito sua perseverança,
Reflito sua vida
E sua esperança.
Mas quando perco a sua imagem,
Não sobra nem miragem.
Sem você não sou nada.
Só o pálido vidro liso e frio,
Uma superfície podre e calada,
Nada mais que um espelho vazio.
Folhas de Outono
Já nem posso contá-las
Caídas ao longo do tempo,
Acumuladas no chão poeirento,
Sem ninguém para juntá-las.
Cada qual com sua história.
Mistério, ironia e memória,
Misturado nas sobras das janelas.
Ilusões de vidas recriadas,
Pedaços perdidos de existências fictícias.
Desejos cheios de malícias,
Por amadas nuca possuídas.
Já nem penso em contá-las,
Pois seu número sem fim
No caos me leva a olha-las,
Esperando o doce sopro do Serafim.
Dia: 2 de abril de 2008
Hora: 03:44