Já nem posso contá-las
Caídas ao longo do tempo,
Acumuladas no chão poeirento,
Sem ninguém para juntá-las.
Cada qual com sua história.
Mistério, ironia e memória,
Misturado nas sobras das janelas.
Ilusões de vidas recriadas,
Pedaços perdidos de existências fictícias.
Desejos cheios de malícias,
Por amadas nuca possuídas.
Já nem penso em contá-las,
Pois seu número sem fim
No caos me leva a olha-las,
Esperando o doce sopro do Serafim.
Dia: 2 de abril de 2008
Hora: 03:44
Um comentário:
Muito bem Luciano! Não, não sabia que eras poeta! Vou me ater a te elogiar no "muito bom", uma análise literária deixa pra outra hora, hehehe...
Abraço
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