quinta-feira, 8 de maio de 2008

Folhas de Outono

Já nem posso contá-las

Caídas ao longo do tempo,

Acumuladas no chão poeirento,

Sem ninguém para juntá-las.

Cada qual com sua história.

Mistério, ironia e memória,

Misturado nas sobras das janelas.

Ilusões de vidas recriadas,

Pedaços perdidos de existências fictícias.

Desejos cheios de malícias,

Por amadas nuca possuídas.

Já nem penso em contá-las,

Pois seu número sem fim

No caos me leva a olha-las,

Esperando o doce sopro do Serafim.


Dia: 2 de abril de 2008

Hora: 03:44

Um comentário:

Gregory W.C. disse...

Muito bem Luciano! Não, não sabia que eras poeta! Vou me ater a te elogiar no "muito bom", uma análise literária deixa pra outra hora, hehehe...
Abraço