O calor de teu corpo febril...
A textura de tua pele de cetim...
A mão delicada que fugiu...
A cor de teus lábios carmim...
O fio de cabelo que caiu...
Só me resta perguntar
Quando vais voltar?
Mais de uma vez eu tive que levantar da cama ir pra frente do computador e escrever. É um impulso que as vezes vem e assume o controle, resolvi então criar esse espaço para que eu possa expor o resultado dessas horas de insônia.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Soneto ao Vinte de Setembro
Os ventos do sul sopram fortes,
Gélidos, austeros e constantes.
Nas terras do pampa, nas “cuchilias” distantes.
História de honra, sangue e galopes.
Ouço a voz de meus ancestrais
Sussurradas nesse minuano sereno.
Lembrando das tradições imortais,
Carregadas nesse vento eterno.
Levo no peito esse orgulho do passado,
Essa virtude conquistada no fio da espada
Pelo farrapo caudilho cansado.
E nessa justiça por eles firmada,
O pala da memória visto com alento
Para poder sossegar no pelego do tempo
Gélidos, austeros e constantes.
Nas terras do pampa, nas “cuchilias” distantes.
História de honra, sangue e galopes.
Ouço a voz de meus ancestrais
Sussurradas nesse minuano sereno.
Lembrando das tradições imortais,
Carregadas nesse vento eterno.
Levo no peito esse orgulho do passado,
Essa virtude conquistada no fio da espada
Pelo farrapo caudilho cansado.
E nessa justiça por eles firmada,
O pala da memória visto com alento
Para poder sossegar no pelego do tempo
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Sopro
Ser severo solitário,
Servindo sem sonho, sem sede,
Sereno sorri soturno,
Sabendo somente seu semblante,
Sai sozinho sofrendo,
Sua saúde sem sorte,
Seu soluço sobresaltado,
Sempre só, sempre sincero,
Sopro sem substância,
Saliva sem sal,
Só seu ser selvagem
Sua solidão senciente.
Servindo sem sonho, sem sede,
Sereno sorri soturno,
Sabendo somente seu semblante,
Sai sozinho sofrendo,
Sua saúde sem sorte,
Seu soluço sobresaltado,
Sempre só, sempre sincero,
Sopro sem substância,
Saliva sem sal,
Só seu ser selvagem
Sua solidão senciente.
domingo, 29 de junho de 2008
Entrelinhas
Mil nuvens passam pelo céu.
Águas correm para o infinito.
Rápidas e leves no rio do tempo
Como folhas sopradas ao vento.
Indago-me se alguém lerá
A mensagem que está dentro.
Entre palavras que lhes confundirá,
Uma frase sem sentido após outra.
Tremendo me ponho a pensar
Em que momento ela saberá
A verdade do que sinto, amor não minto.
Muito e eterno, para sempre terno.
Olhando para sempre, sempre e sempre...
Águas correm para o infinito.
Rápidas e leves no rio do tempo
Como folhas sopradas ao vento.
Indago-me se alguém lerá
A mensagem que está dentro.
Entre palavras que lhes confundirá,
Uma frase sem sentido após outra.
Tremendo me ponho a pensar
Em que momento ela saberá
A verdade do que sinto, amor não minto.
Muito e eterno, para sempre terno.
Olhando para sempre, sempre e sempre...
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Fazendo Tempo
Ter tempo por algum tempo,
Perder tempo o tempo todo.
Arranjar tempo quase nunca,
Reclamar do tempo quase sempre.
Porque tinha tempo.
Tempo perdido no espaço
Hoje sem tempo para cansaço.
Quero um pouco mais de tempo!
Tempo para mim agora.
Tempo para dentro...
Para outro tempo...
Tempo noutra hora...
Perder tempo o tempo todo.
Arranjar tempo quase nunca,
Reclamar do tempo quase sempre.
Porque tinha tempo.
Tempo perdido no espaço
Hoje sem tempo para cansaço.
Quero um pouco mais de tempo!
Tempo para mim agora.
Tempo para dentro...
Para outro tempo...
Tempo noutra hora...
domingo, 11 de maio de 2008
Adoro...
Perder meus dedos em teus cabelos
Afogar-me em tua pele perfumada
Enlouquecer com teus beijos
Te amar na madrugada
Viver os teus desejos
Confidenciar tua loucura
Elevar-me em delirantes ensejos
Tocando tua carne nua
Para num efêmero momento
De fugas satisfação
Perceber o amor contido
Nas batidas de teu coração
Afogar-me em tua pele perfumada
Enlouquecer com teus beijos
Te amar na madrugada
Viver os teus desejos
Confidenciar tua loucura
Elevar-me em delirantes ensejos
Tocando tua carne nua
Para num efêmero momento
De fugas satisfação
Perceber o amor contido
Nas batidas de teu coração
sábado, 10 de maio de 2008
Minha Mãe
Nos teus olhos vejo a saída,
Das tuas mãos tomo o carinho,
Do teu ventre recebi a vida,
No teu amor encontrei o caminho.
Ando pelo destino que tracei
Mas sempre levando aquilo que deixei,
Dos conselhos da minha melhor amiga
Aos momentos de amizade e calor.
É por isso mãe querida,
Que te desejo todo o meu amor.
Das tuas mãos tomo o carinho,
Do teu ventre recebi a vida,
No teu amor encontrei o caminho.
Ando pelo destino que tracei
Mas sempre levando aquilo que deixei,
Dos conselhos da minha melhor amiga
Aos momentos de amizade e calor.
É por isso mãe querida,
Que te desejo todo o meu amor.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
O Espelho
Reflito sua força,
Reflito sua perseverança,
Reflito sua vida
E sua esperança.
Mas quando perco a sua imagem,
Não sobra nem miragem.
Sem você não sou nada.
Só o pálido vidro liso e frio,
Uma superfície podre e calada,
Nada mais que um espelho vazio.
Reflito sua perseverança,
Reflito sua vida
E sua esperança.
Mas quando perco a sua imagem,
Não sobra nem miragem.
Sem você não sou nada.
Só o pálido vidro liso e frio,
Uma superfície podre e calada,
Nada mais que um espelho vazio.
Folhas de Outono
Já nem posso contá-las
Caídas ao longo do tempo,
Acumuladas no chão poeirento,
Sem ninguém para juntá-las.
Cada qual com sua história.
Mistério, ironia e memória,
Misturado nas sobras das janelas.
Ilusões de vidas recriadas,
Pedaços perdidos de existências fictícias.
Desejos cheios de malícias,
Por amadas nuca possuídas.
Já nem penso em contá-las,
Pois seu número sem fim
No caos me leva a olha-las,
Esperando o doce sopro do Serafim.
Dia: 2 de abril de 2008
Hora: 03:44
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