Como entender a dor da perda,
Como mensurar a falta o vazio.
Me aventuro nesta alameda
Formada de um mármore lúzio.
Sem saber,
Sem entender,
Mas com u enorme sofrer.
O peito dói em agonia
A fala falta e os olhos molham,
Uma angustia que não é minha
É dos que a minha volta chegam
Sinto sua dor fluindo em mim,
A cada um que observo uma nova opressão,
Um tormento sem fim,
Mais um aperto no coração.
Neste caos de dor e angustia me pergunto:
Por que isso tudo?
Não seria melhor celebrar a vida ao invés do luto?
Pensem por um segundo.
Os últimos dias de tristeza sofrida
Apagaram a alegria da vida vivida?
Mas dor não vem da perda,
Ao menos não apenas dela,
O que dói mais é a surpresa.
Que nos amolece as pernas
e inunda a face
Quando uma jovem flor é arrancada
Quase no mesmo instante em que nasce.
Uma flor de 24 primaveras
Me faz pensar nessa vida insana
e derramar estas lágrimas
Para ti: Mariana...