sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Lagrimas por Mariana

Como entender a dor da perda,
Como mensurar a falta o vazio.
Me aventuro nesta alameda
Formada de um mármore lúzio.
Sem saber,
Sem entender,
Mas com u enorme sofrer.

O peito dói em agonia
A fala falta e os olhos molham,
Uma angustia que não é minha
É dos que a minha volta chegam
Sinto sua dor fluindo em mim,
A cada um que observo uma nova opressão,
Um tormento sem fim,
Mais um aperto no coração.

Neste caos de dor e angustia me pergunto:
Por que isso tudo?
Não seria melhor celebrar a vida ao invés do luto?
Pensem por um segundo.
Os últimos dias de tristeza sofrida
Apagaram a alegria da vida vivida?

Mas dor não vem da perda,
Ao menos não apenas dela,
O que dói mais é a surpresa.
Que nos amolece as pernas
e inunda a face
Quando uma jovem flor é arrancada
Quase no mesmo instante em que nasce.

Uma flor de 24 primaveras
Me faz pensar nessa vida insana
e derramar estas lágrimas
Para ti: Mariana...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A Caçada

Você passa alheia ao perigo,
Cega para minha presença.
Caminha segura, sem nada a ser temido.
Mal sabe que decretei sua sentença.
Sigo você nos braços da eterna noite,
Oculto nas sombras dos becos,
Esperando pelo meu deleite,
Escondido nos mitos e ecos,
De um passado de danação.
Perdido nas lendas e afins.
Busco minha determinação,
Na sede que carrego em mim.
Na vontade de viver através de ti.
De atravessar a eternidade
Século após século sorvendo tua vitae.
Por isso mantenho a serenidade.
Chegando cada vez mais perto,
Vejo agora você sob luzes da cidade,
E te conduzo para o destino certo.
Com teus olhos fixos nos meus,
Faço teus pés seguirem meu traço.
Cambaleante e embevecida por densos véus.
Até encontrar meu frio e final abraço.